Este tipo de marketing faz uma clara referência à sua abordagem, o que implica honestidade, ética e ser coerente entre o que se diz e o que se faz. Já as marcas cheias de mistérios e segredos não agradam ao público de hoje que, apesar de viver exposto a fake news e conteúdos relacionados, deseja receber grandes doses de verdade que o aproxime às empresas de maneira muito mais profunda do que a simples prestação de um serviço ou a entrega de um produto.

Uma estratégia de marketing que opte pela transparência requer, basicamente, a entrega de informação verídica, sem importar se é boa ou má. Ser detalhista, claro e honesto gera credibilidade que, por sua vez, torna possível uma proximidade mais natural e menos forçada. Assim, enganar o consumidor não é o caminho em uma época carregada de informação e desinformação, uma era na qual todos os interessados exigem e precisam de transparência, que é o que finalmente vem revolucionando a relação entre as empresas e seu público.

Hoje em dia, e talvez mais do que nunca, falar sobre transparência é bem visto, já que é um tema que, sem dúvida, demonstra boas práticas e é algo que pode favorecer toda a companhia. Segundo estudos recentes da empresa Aflac e um artigo publicado no portal WordStream, 92% dos millenials preferem comprar produtos de empresas éticas. Por outro lado, se uma marca operasse com práticas irresponsáveis ou pouco éticas, 90% estariam dispostos a consumir de outra empresa ou, inclusive, boicotá-la.

Um bom produto ou serviço já não é motivo suficiente para conseguir um lugarzinho no coração dos clientes, já que cada dia eles procuram saber mais sobre suas marcas preferidas, buscando não apenas segui-las, mas também interagir com elas e se sentirem escutados. É aí que o marketing transparente possibilita que as empresas se conectem com a parte mais humana das pessoas, a parte que aprende a confiar.

Ser transparente ou desaparecer

Os consumidores desejam saber no que as marcas acreditam, quais são suas colaborações adicionais ao consumidor, aos seus colaboradores, à comunidade e ao entorno. Portanto, as marcas têm que se dirigir às pessoas, ou seja, não somente ao seu lado consumidor, mas ao aspecto humano, para se conectarem com os valores e as preocupações delas de uma maneira real e duradoura.

Aproximar o consumidor requer derrubar paradigmas e vencer juízos de valor. Por esse motivo, o McDonald’s aplicou uma estratégia em prol da transparência há alguns anos. Ela ganhou o nome de “Portas Abertas” e recebeu mais de 370 mil clientes em suas cozinhas para que eles pudessem conhecer os diferentes padrões de manipulação e segurança alimentar, a qualidade dos produtos e a procedência dos ingredientes em primeira mão.

A clareza na hora de criar o marketing e as comunicações é uma das qualidades mais necessárias para aproximar-se do sucesso, ainda mais diante de um público que tem muitos outros recursos na hora de buscar a verdade, assim como de indignar-se e queixar-se quando se sente enganado ou decepcionado. A honestidade na hora de criar e compartilhar conteúdos é muito mais importante do que a estética, ao mesmo tempo que contar com termos de serviço claros é fundamental e requer simplicidade para apresentá-los.

Ser claro com a ideologia e com a responsabilidade empresarial faz desse tipo de marketing uma opção na hora de mostrar marcas mais próximas às pessoas, mais interessadas pelo outro. Igualmente, permite atender à tendência dos usuários de exigir muito em temas como a clareza na informação e os objetivos das empresas, bem como a transparência em aspectos como o tratamento de dados pessoais.

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